Pesquisadores apontam que o governo russo utilizou ferramentas da Cellebrite para acessar dados de um opositor, apesar da suspensão das vendas.
Autoridades russas foram flagradas utilizando ferramentas da Cellebrite para desbloquear o iPhone de um opositor político, contrariando o anúncio oficial da empresa israelense de que teria encerrado suas operações e suporte no país. A descoberta, feita por pesquisadores de segurança, coloca em xeque a eficácia dos controles de exportação aplicados a tecnologias de vigilância digital. Embora a Cellebrite tenha se posicionado publicamente contra a continuidade de negócios com o governo de Vladimir Putin, o incidente demonstra a dificuldade técnica e regulatória de rastrear o uso de softwares após a venda inicial. O caso levanta preocupações globais sobre a proliferação de ferramentas de desbloqueio de dispositivos móveis e a falta de mecanismos robustos para impedir que governos utilizem tais tecnologias contra dissidentes políticos, mesmo sob restrições comerciais vigentes.
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