Uso de IA em fotos de delivery gera debate sobre propaganda enganosa
A startup Yooga lançou ferramentas de IA para cardápios digitais, levantando preocupações sobre a fidelidade das imagens e direitos do consumidor.
Pontos principais
- A Yooga disponibilizou funcionalidades de IA para que restaurantes criem ou otimizem fotos de pratos em cardápios digitais.
- Especialistas alertam que imagens geradas por IA podem configurar propaganda enganosa se não representarem fielmente o produto real.
- O Procon-SP orienta que estabelecimentos informem claramente quando as imagens forem ilustrativas ou criadas por inteligência artificial.
- O Código de Defesa do Consumidor permanece como a base legal para coibir abusos, mesmo sem uma legislação específica para o uso de IA.
A startup Yooga introduziu novas ferramentas de inteligência artificial voltadas para a criação e melhoria de fotos de pratos em aplicativos de delivery. Segundo a empresa, a tecnologia visa democratizar o acesso a imagens de alta qualidade para pequenos empreendedores do setor de alimentação. No entanto, a iniciativa gerou um debate sobre transparência e os limites da publicidade digital. Especialistas em direito do consumidor advertem que, caso a imagem gerada por IA não corresponda fielmente ao produto entregue, o estabelecimento pode ser enquadrado em práticas de propaganda enganosa. Diante do cenário, o Procon-SP recomenda que os restaurantes incluam avisos claros sobre o uso de imagens ilustrativas ou geradas artificialmente. Embora não exista uma lei específica para o uso de IA no setor, as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor continuam sendo a principal referência para evitar abusos contra o cliente final.
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