Hubble detecta luz ultravioleta de galáxia do universo primitivo
Observação da galáxia MXDFz4.4 revela como estrelas massivas ajudaram a tornar o universo transparente durante a Época da Reionização.
Pontos principais
- O Telescópio Espacial Hubble captou luz ultravioleta da galáxia MXDFz4.4, datada de 12,37 bilhões de anos atrás.
- A descoberta desafia a crença anterior de que a névoa de hidrogênio neutro impediria a detecção dessa radiação no início do cosmos.
- A galáxia possui um tamanho 100 vezes menor que a Via Láctea, mas mantém uma taxa de formação estelar dez vezes superior.
- Estudos indicam que rajadas de formação estelar criaram caminhos para a radiação ionizante escapar e limpar o gás opaco do universo primitivo.
O Telescópio Espacial Hubble obteve registros inéditos da galáxia MXDFz4.4, fornecendo evidências cruciais sobre a Época da Reionização. A detecção de luz ultravioleta vinda de um período tão remoto era considerada improvável devido à densa névoa de hidrogênio neutro que permeava o universo jovem. Os dados, publicados no The Astrophysical Journal, sugerem que aglomerados de estrelas jovens e massivas foram fundamentais para ionizar o hidrogênio, permitindo que a radiação escapasse e tornasse o cosmos transparente. Com uma taxa de formação estelar dez vezes mais rápida que a da Via Láctea, a galáxia exemplifica como processos intensos de nascimento de estrelas moldaram a estrutura do universo primitivo. Esta descoberta complementa observações realizadas pelo Telescópio Espacial James Webb, consolidando o entendimento científico sobre a transição do universo opaco para o transparente.
Comentários
Carregando comentários...
