Cerebras dobra receita para US$193 mi no 1º tri, mas ações caem
Receita sobe 94% no primeiro balanço pós-IPO, mas ações recuam após projeção de margem ser interpretada como inferior à de rivais.
Pontos principais
- Receita de US$193,4 milhões no 1º trimestre, alta de 94% sobre o ano anterior.
- Prejuízo líquido ajustado de US$2,5 milhões, superando expectativas de analistas.
- Projeção de margem bruta de 38% a 41% para 2026 gerou reação negativa do mercado.
- CEO da Cerebras afirmou que a projeção de margem foi mal interpretada pelos investidores.
- Empresa mantém contrato de US$20 bilhões com a OpenAI por 750 megawatts de capacidade.
Na primeira divulgação trimestral desde o IPO de maio, a fabricante de chips para inteligência artificial Cerebras reportou receita de US$193,4 milhões, um crescimento de 94% em relação ao mesmo período de 2025. O prejuízo líquido ajustado de US$2,5 milhões ficou significativamente abaixo da perda de US$36,75 milhões projetada pelo consenso de mercado, demonstrando uma eficiência operacional superior ao esperado inicialmente.
Apesar dos números, as ações da companhia registraram queda acentuada após o fechamento. O mercado reagiu negativamente à projeção de margem bruta ajustada entre 38% e 41% para 2026, patamar visto como inferior ao de competidores diretos, como Nvidia e AMD. Em resposta à volatilidade, o CEO da Cerebras esclareceu que a previsão de margem foi mal interpretada pelos investidores, reforçando a estratégia da empresa de consolidar sua posição no setor de hardware para IA. A companhia também destacou um contrato de longo prazo com a OpenAI, avaliado em mais de US$20 bilhões, como pilar central de sua receita anual, estimada entre US$855 e US$865 milhões.
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