Influenciadores digitais lucram com a disseminação de discursos misóginos e a criação de comunidades online que reforçam estereótipos de gênero.
A chamada 'machosfera' consolidou-se como um fenômeno global, onde influenciadores digitais utilizam discursos de desprezo às mulheres como base para um modelo de negócio lucrativo. Ao promover ideologias misóginas, esses criadores de conteúdo conseguem engajar audiências específicas e monetizar suas plataformas através da criação de comunidades que reforçam estereótipos de gênero. O movimento, que teve origem em países ricos, expandiu-se significativamente para o Sul Global, tornando-se um desafio complexo para as empresas de tecnologia.
A relevância desse cenário reside na dificuldade das plataformas digitais em moderar conteúdos que, embora gerem alto engajamento, violam diretrizes de convivência e promovem o ódio online. A transformação da misoginia em um produto comercial levanta debates sobre a responsabilidade das redes sociais na disseminação de discursos extremistas e o impacto dessas narrativas na cultura digital contemporânea.
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