Dez anos após o Brexit, fazendas no Reino Unido recorrem a trabalhadores do Quirguistão e Tajiquistão para suprir a escassez de mão de obra local.
Uma década após a saída do Reino Unido da União Europeia, o setor agrícola britânico consolidou uma mudança profunda em sua força de trabalho. Diante da escassez persistente de trabalhadores locais para atividades sazonais, como a colheita de frutas, as fazendas passaram a depender majoritariamente de mão de obra proveniente de países da Ásia Central, incluindo o Quirguistão e o Tajiquistão. Essa reconfiguração logística e demográfica é apontada por especialistas como uma consequência direta das novas dinâmicas do mercado de trabalho pós-Brexit. Para os produtores, a presença desses trabalhadores estrangeiros é um fator determinante para a viabilidade operacional das fazendas, garantindo a continuidade da produção em um cenário onde a oferta de trabalhadores europeus diminuiu drasticamente. A dependência de nações fora do continente europeu agora define a nova realidade do agronegócio britânico.
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