Investigação aponta que regiões que votaram pela saída da União Europeia tiveram maior crescimento de mão de obra estrangeira e declínio econômico.
Uma investigação conduzida pelo The Guardian revelou que as regiões do Reino Unido que votaram majoritariamente a favor do Brexit registraram um crescimento proporcional mais acelerado de trabalhadores estrangeiros na última década. O levantamento confronta a narrativa política que impulsionou o referendo de 2016, demonstrando que, apesar do apelo por restrições migratórias, a dependência de mão de obra externa nessas localidades aumentou. Paralelamente, essas mesmas áreas enfrentaram um declínio econômico relativo, sugerindo que a saída da União Europeia não resultou na prosperidade esperada pelos eleitores. Os dados destacam uma desconexão entre as promessas da campanha e a realidade socioeconômica enfrentada por essas comunidades ao longo dos últimos dez anos, evidenciando os desafios estruturais persistentes no Reino Unido pós-Brexit.
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