Irmãos Tate recorrem à Justiça britânica por nomes de acusadoras
Defesa dos irmãos Tate busca revisão judicial para obter identidades de mulheres que os acusam de crimes sexuais e tráfico humano no Reino Unido.
Pontos principais
- Andrew e Tristan Tate são acusados de crimes sexuais e tráfico humano cometidos entre 2012 e 2015.
- A defesa solicitou uma revisão judicial para forçar a revelação dos nomes das acusadoras, que seguem sob sigilo.
- O Ministério Público britânico condiciona a revelação das identidades ao retorno dos réus ao país.
- Promotores temem que a divulgação dos nomes leve os irmãos a exporem as vítimas em redes sociais.
- Os irmãos Tate negam todas as acusações e alegam que o anonimato das vítimas prejudica o direito a um julgamento justo.
Os irmãos Andrew e Tristan Tate levaram à Alta Corte britânica uma solicitação de revisão judicial para obter os nomes das mulheres que os acusam de crimes sexuais e tráfico humano. A defesa argumenta que o sigilo sobre as identidades das supostas vítimas, mantido pelo Ministério Público (CPS), compromete o direito a um julgamento justo e a preparação de uma estratégia de defesa adequada. O caso, que envolve alegações datadas entre 2012 e 2015, segue em tramitação enquanto os réus permanecem fora do Reino Unido. As autoridades britânicas mantêm a postura de que a proteção das acusadoras é prioritária, temendo que a revelação dos nomes resulte em exposição pública e assédio nas redes sociais, condicionando qualquer avanço na identificação à presença física dos irmãos perante o sistema judiciário local.
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