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Plano da NASA para descarte da ISS no oceano gera críticas ambientais

Especialistas alertam que o descarte da Estação Espacial Internacional no Pacífico pode causar danos desconhecidos aos ecossistemas marinhos.

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Foto: space-com
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23/06 às 13:06

Pontos principais

  • A NASA pretende desorbitar a ISS entre 2030 e 2031, direcionando os destroços para o Ponto Nemo.
  • A The Ocean Foundation aponta riscos à saúde dos oceanos e falta de transparência sobre os materiais da reentrada.
  • Especialistas destacam uma lacuna na legislação internacional que protege o alto-mar de impactos ambientais.
  • Relatório do GAO levanta preocupações sobre a transição para estações espaciais comerciais após o fim da ISS.

A NASA planeja encerrar as operações da Estação Espacial Internacional (ISS) entre 2030 e 2031, utilizando um veículo desenvolvido pela SpaceX para conduzir a estrutura ao Ponto Nemo, no Oceano Pacífico. A estratégia, contudo, enfrenta resistência de grupos ambientais, como a The Ocean Foundation, que exigem uma avaliação de impacto ambiental detalhada. O receio é que os materiais remanescentes da reentrada causem danos irreversíveis ao ecossistema marinho e à atmosfera, agravado pela ausência de normas internacionais robustas para a proteção do alto-mar. Além dos riscos ecológicos, o descarte da estação levanta questões sobre a viabilidade da transição para estações espaciais comerciais e a manutenção da presença humana contínua na órbita terrestre, conforme apontado por relatórios do GAO. A agência espacial americana ainda enfrenta pressão por maior transparência sobre a composição dos detritos que atingirão o oceano.

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