Três ex-agentes da ditadura de Pinochet foram sentenciados a 15 anos de prisão pelo assassinato de Ronni Karpen Moffitt em um atentado a bomba.
Um tribunal chileno proferiu, nesta semana, a sentença de 15 anos de prisão para três ex-agentes da polícia secreta do regime de Augusto Pinochet pelo envolvimento no atentado a bomba que vitimou Ronni Karpen Moffitt e o diplomata Orlando Letelier em 1976. A decisão, assinada pela juíza especializada em direitos humanos Paola Plaza, marca um desdobramento tardio na busca por justiça sobre os crimes cometidos pela ditadura militar chilena. Os condenados — Pedro Espinoza, José Zara e Raúl Iturriaga — faziam parte da DINA, a agência de inteligência do regime. O ataque, executado em Washington, tornou-se um símbolo da repressão transnacional do governo Pinochet, que buscava eliminar opositores políticos mesmo em solo estrangeiro. A condenação reforça os esforços contínuos do Judiciário chileno em esclarecer violações de direitos humanos ocorridas há cinco décadas.
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