A detenção de funcionários ligados ao Tren de Aragua pressiona o governo chileno a flexibilizar leis de sigilo bancário contra o crime organizado.
A recente prisão de funcionários do Santander Chile e do BancoEstado, acusados de integrar um esquema de lavagem de dinheiro de US$ 85 milhões ligado ao grupo criminoso Tren de Aragua, colocou o sigilo bancário no centro do debate político chileno. Atualmente, o país possui uma das legislações mais rígidas da OCDE, que exige autorização judicial prévia para o acesso a dados financeiros, dificultando investigações rápidas contra o crime organizado. Diante da pressão por resultados, o governo e o Ministério Público defendem que a Unidade de Análise Financeira (UAF) tenha autonomia para acessar informações bancárias sem necessidade de mandado. A proposta, contudo, enfrenta forte resistência de parlamentares de direita, que temem que a medida conceda poderes excessivos ao Estado e comprometa a privacidade dos cidadãos, em um momento em que o presidente José Antonio Kast busca conter a escalada da criminalidade no país.
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