Ibovespa futuro recua com cautela global e alta na projeção da Selic
O Ibovespa oscila próximo aos 170 mil pontos sob pressão da ata do Copom e incertezas globais, enquanto o dólar avança frente ao real.
Pontos principais
- O Ibovespa mantém o patamar de 170 mil pontos em pregão volátil, pressionado pela aversão ao risco global.
- A ata do Copom gerou críticas de analistas, que apontaram falta de clareza na comunicação sobre a política monetária.
- A projeção da Selic para o fim de 2025 foi elevada a 14,00%, refletindo a busca pela convergência da inflação.
- O setor de tecnologia nos EUA e dados econômicos da China pressionam as bolsas, enquanto o dólar é cotado a R$ 5,183.
- Ações da Petrobras operam em alta, enquanto os papéis da Vale recuam acompanhando a queda do minério de ferro.
O mercado financeiro brasileiro mantém um tom de cautela, com o Ibovespa oscilando próximo aos 170 mil pontos em meio a um cenário de aversão ao risco global. A pressão interna é intensificada pela repercussão da ata do Copom, que foi recebida com críticas por analistas. Especialistas consideram o documento confuso e insuficiente para esclarecer as decisões da última reunião, o que elevou a desconfiança do mercado sobre a condução da política monetária e reforçou a elevação da projeção da Selic para 14,00% em 2025.
No cenário corporativo, a Petrobras apresenta alta, descolando-se da desvalorização do petróleo, enquanto a Vale recua pressionada pelo minério de ferro. Adicionalmente, o Banco Digimais enfrenta um rebaixamento de rating pela Fitch em meio a investigações da Polícia Federal. No exterior, o setor de tecnologia em Nova York sofre com a realização de lucros e incertezas sobre gastos com inteligência artificial, somado a dados econômicos da China que pressionam negativamente as bolsas globais. Esse ambiente de incerteza contribui para a valorização do dólar frente ao real, que segue cotado a R$ 5,183.
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