Conselheiro da Vale questiona voto de Stieler em processo de destituição
Disputa na Vale escala com acusações mútuas de conflito de interesses e abuso de poder entre o conselheiro Daniel Stieler e a Previ.
Pontos principais
- Marcio Chiumento contesta a legalidade do voto de Stieler em sua própria permanência no conselho da Vale.
- Daniel Stieler acusa a Previ de abuso de poder de voto e de desrespeitar ritos internos da mineradora.
- A Previ busca a substituição de Stieler para promover mudanças na governança da companhia.
- Uma assembleia extraordinária agendada para 22 de julho decidirá sobre a composição do conselho.
A disputa pelo controle do conselho de administração da Vale intensificou-se com trocas de acusações entre as partes envolvidas. O conselheiro Marcio Chiumento, indicado pela Previ, formalizou uma contestação alegando que Daniel Stieler violou a Lei das S.A. ao votar contra a própria destituição. Em resposta, Stieler acusou o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil de abuso de poder de voto e de atropelar processos internos da mineradora, levantando questionamentos sobre a influência de fundos estatais na governança de empresas privadas. O impasse reflete a ofensiva da Previ em busca de renovação no comando do colegiado, enquanto a gestão atual defende a estabilidade da companhia. O desfecho desta crise corporativa será definido em uma assembleia extraordinária marcada para o dia 22 de julho, que determinará a permanência ou não de Stieler no cargo.
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