Candidato de esquerda contesta votos do exterior nas eleições do Peru
Roberto Sánchez afirma que não reconhecerá a vitória de Keiko Fujimori, alegando fraude na contagem dos votos do exterior e convocando apoiadores para protestos.
Pontos principais
- Roberto Sánchez contesta a validade de votos no exterior, alegando irregularidades administrativas e manipulação na contagem.
- Keiko Fujimori lidera a contagem oficial com 50,11% contra 49,89% de Sánchez, com 99,72% das urnas apuradas.
- O pedido de anulação abrange cerca de 300 mil votos, o que poderia alterar o resultado final do pleito realizado em 7 de junho.
- Sánchez acusou a autoridade eleitoral Onpe e a campanha de Fujimori de manipulação, enquanto especialistas jurídicos questionam o fundamento do pedido.
- O candidato convocou apoiadores para novos protestos no próximo sábado, enquanto o partido Fuerza Popular aguarda a conclusão da apuração.
- A União Europeia classificou o processo eleitoral como organizado, apesar das contestações.
- O partido de Fujimori terá a maior bancada no Congresso, seguido pelo partido Juntos pelo Peru, de Sánchez.
- A posse do próximo presidente do Peru está agendada para o dia 28 de julho.
O impasse eleitoral no Peru se intensificou após o candidato Roberto Sánchez declarar que não reconhecerá uma eventual vitória de Keiko Fujimori. Sánchez sustenta que houve fraude na contagem dos votos do exterior e formalizou um pedido de anulação que abrange cerca de 300 mil votos. O candidato alega que modificações realizadas pelo Ministério das Relações Exteriores no trâmite das atas consulares comprometeram a lisura do processo, acusando diretamente a autoridade eleitoral Onpe e a campanha de sua rival de manipulação. Esse posicionamento tem sido acompanhado pela convocação de novos protestos de seus apoiadores para o próximo sábado.
Com 99,72% das urnas apuradas, Fujimori mantém uma vantagem estreita, com 50,11% dos votos contra 49,89% de Sánchez. Enquanto a autoridade eleitoral prossegue com a análise dos votos contestados antes da proclamação final, especialistas jurídicos apontam que o pedido de anulação carece de fundamento legal. O partido de Fujimori, Fuerza Popular, garantiu a maior bancada no Congresso, enquanto o partido de Sánchez, Juntos pelo Peru, obteve a segunda maior representação. O pleito, apesar da profunda polarização, foi classificado como organizado por observadores da União Europeia, com a posse presidencial mantida para o dia 28 de julho.
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