Roberto Sánchez pede anulação de votos no exterior, onde Keiko Fujimori mantém vantagem estreita na apuração presidencial.
O impasse eleitoral no Peru se intensificou com a formalização do pedido de Roberto Sánchez para anular os votos computados no exterior. O candidato de esquerda sustenta que modificações realizadas pelo Ministério das Relações Exteriores no trâmite das atas consulares comprometeram a lisura do processo. A medida, que pode impactar até 300 mil votos, visa reverter a vantagem de Keiko Fujimori, que atualmente lidera a disputa com 50,1% contra 49,89% de Sánchez, uma diferença inferior a 40 mil votos. O pedido ocorre em um momento de alta tensão na apuração do segundo turno, elevando a incerteza sobre o resultado final.
Enquanto a autoridade eleitoral prossegue com a contagem, especialistas jurídicos apontam fragilidade nas alegações de Sánchez. O cenário reflete a profunda polarização do país, que aguarda a definição do vencedor para a posse presidencial marcada para 28 de julho. O pleito, apesar das contestações, foi considerado organizado por observadores da União Europeia.
Folha de São Paulo - Mundo • 23 jun, 10:22
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