Manifestantes pedem legalização da maconha em São Paulo
A 18ª Marcha da Maconha reuniu milhares na Avenida Paulista para reivindicar a legalização e ampliar o acesso ao uso medicinal da cannabis.
Pontos principais
- A 18ª edição do evento ocorreu em frente ao Masp, na Avenida Paulista.
- Manifestantes destacaram a sobrecarga do sistema prisional como um efeito negativo da criminalização.
- O ato reuniu diversos perfis, incluindo famílias, jovens e idosos.
- Dados da Kaya Mind indicam que o custo de importação e a resistência social dificultam o acesso a tratamentos.
- Mulheres de meia-idade e idosas formam o principal grupo de usuárias de cannabis medicinal no Brasil.
Milhares de pessoas ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, durante a 18ª Marcha da Maconha para defender a legalização da substância e o acesso facilitado ao uso terapêutico. O ato, que reuniu um público heterogêneo composto por jovens, famílias e idosos, serviu como plataforma para críticas à atual política de drogas, com foco nos impactos da criminalização sobre o sistema prisional brasileiro. Além da pauta política, o evento sublinhou barreiras práticas enfrentadas por pacientes. Segundo dados da consultoria Kaya Mind, o alto custo de importação de produtos canábicos e a resistência social ainda representam obstáculos significativos para o tratamento de saúde no país, especialmente para o público de mulheres de meia-idade e idosas, que hoje compõem a maior parcela de usuários de cannabis medicinal no território nacional.
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