Justiça de SP torna Alysson Mascaro réu por crimes sexuais
O ex-professor da USP responderá por assédio, importunação sexual e estupro de vulnerável após denúncia do Ministério Público ser aceita.
Pontos principais
- A juíza Érica Aparecida Ribeiro Lopes e Navarro Rodrigues aceitou a denúncia contra o ex-docente.
- O Ministério Público aponta que Mascaro usou sua posição hierárquica para cometer crimes contra alunos.
- Medidas protetivas foram concedidas a uma das vítimas devido a relatos de perseguição.
- O ex-professor foi demitido da USP em dezembro de 2025 após processo administrativo.
- Três das acusações iniciais foram consideradas prescritas pela magistrada.
O Judiciário de São Paulo tornou o ex-professor da USP Alysson Mascaro réu em um processo penal que apura crimes de assédio sexual, importunação sexual e estupro de vulnerável. A decisão da juíza Érica Aparecida Ribeiro Lopes e Navarro Rodrigues ocorre após o Ministério Público denunciar que o docente utilizou sua autoridade acadêmica para cometer abusos contra alunos e orientandos. Embora a magistrada tenha reconhecido a prescrição de três das imputações apresentadas, o caso seguirá para instrução processual. Devido a indícios de intimidação e perseguição, a Justiça também determinou medidas protetivas em favor de uma das vítimas. O caso ganhou notoriedade após reportagens do Intercept Brasil em dezembro de 2024, culminando na demissão de Mascaro da universidade em dezembro de 2025, após a conclusão de um processo administrativo disciplinar.
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