B3 estuda incluir BDRs e cobrar pelo uso do Ibovespa como benchmark
A bolsa brasileira avalia modernizar a metodologia do Ibovespa, incluindo a possível entrada de BDRs e a taxação de gestoras pelo uso do índice.
Pontos principais
- A B3 busca tornar o Ibovespa mais representativo da economia real com mudanças na metodologia.
- A proposta inclui a entrada de BDRs de empresas como Nubank e Mercado Livre no índice.
- A bolsa estuda implementar taxas para gestoras que utilizam o Ibovespa como benchmark, seguindo padrões internacionais.
- A inclusão de BDRs enfrenta desafios regulatórios relacionados aos limites de investimento de fundos de pensão.
- As discussões estão em fase inicial e passarão por consulta pública antes de qualquer decisão.
A B3 iniciou estudos para modernizar a metodologia do Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações brasileiras, que não passa por alterações significativas desde 2014. Entre as propostas em análise, destaca-se a inclusão de BDRs de companhias globais com forte presença no Brasil, como Nubank e Mercado Livre, visando aumentar a representatividade do índice em relação à economia atual. Além da mudança na composição, a bolsa avalia a implementação de uma taxa de licenciamento para gestoras que utilizam o Ibovespa como benchmark, uma prática comum em mercados internacionais. A iniciativa, contudo, ainda enfrenta obstáculos, como restrições regulatórias para fundos de pensão. O projeto está em estágio inicial e deverá ser submetido a uma consulta pública para coletar contribuições do mercado antes de ser efetivado.
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