A oferta global de alumínio resistiu ao choque causado pela guerra no Irã graças à produção chinesa e ao uso de rotas logísticas alternativas.
O mercado global de alumínio demonstrou uma resiliência inesperada diante do choque de oferta provocado pela guerra no Irã, um dos episódios mais críticos para o setor nos últimos anos. Embora a expectativa inicial fosse de uma disparada acentuada nos preços, a capacidade de adaptação dos produtores globais, liderada pela China, foi determinante para evitar uma crise de abastecimento. O país asiático desempenhou um papel central ao sustentar o fluxo de exportações para o mercado internacional, enquanto o setor adotou rotas comerciais não convencionais, conhecidas como 'trânsitos obscuros', para contornar os gargalos logísticos impostos pelo conflito. Essa combinação de fatores garantiu a continuidade da cadeia de suprimentos, protegendo consumidores industriais de impactos financeiros mais severos e mantendo a estabilidade das cotações em um cenário geopolítico de alta volatilidade.
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