Pequim avalia riscos de uma guinada na política externa brasileira que possa frear projetos de desdolarização e afetar parcerias comerciais.
O governo chinês tem monitorado com atenção o cenário eleitoral brasileiro diante da ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Pequim avalia que uma eventual vitória do candidato poderia resultar em uma guinada na política externa do Brasil, marcada por um alinhamento estratégico com a administração do presidente Donald Trump. Essa mudança de postura gera incertezas sobre a continuidade de parcerias econômicas fundamentais, especialmente no que tange aos esforços de desdolarização do comércio bilateral entre os dois países. A análise chinesa considera que tal movimento alteraria o equilíbrio de poder e os interesses comerciais de Pequim na América Latina, tornando o pleito brasileiro um fator de risco para a estabilidade das relações sino-brasileiras a longo prazo.
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