Especialista aponta que marcas de luxo falham ao focar em jovens e negligenciar o segmento prateado, que detém a maior parte da renda no país.
O mercado de luxo brasileiro enfrenta uma desconexão estratégica ao ignorar o público acima dos 50 anos, segundo a especialista Danni Rudz. Embora este segmento detenha a maior parte do patrimônio financeiro e imobiliário do país, as marcas continuam a concentrar seus investimentos em consumidores mais jovens. Essa negligência resulta em uma sub-representação significativa, especialmente de mulheres, que exercem influência direta nas decisões de consumo de suas famílias. A falha em atender à economia prateada ignora um grupo que valoriza a qualidade e a durabilidade, pilares fundamentais do setor de luxo. Setores como turismo, saúde e bem-estar já demonstram que o engajamento com esse público demográfico é essencial para o crescimento sustentável, evidenciando que a exclusão desse perfil representa uma oportunidade perdida para as marcas de alto padrão.
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