Banco do Japão sinaliza novas altas de juros para conter inflação
Autoridade monetária japonesa alerta que aperto nos juros é necessário para frear inflação que pode chegar a 3,5% no próximo semestre.
Pontos principais
- A taxa básica de juros no Japão atingiu 1%, o maior nível registrado desde 1995.
- O vice-presidente do Banco do Japão, Ryozo Himino, defendeu o aperto monetário para evitar riscos inflacionários.
- A inflação é pressionada pela desvalorização do iene e pelo aumento dos custos de importação.
- O governo japonês mantém subsídios de energia para atenuar o impacto dos preços do petróleo na economia local.
O Banco do Japão indicou que novos aumentos na taxa básica de juros podem ser necessários para controlar a inflação, que ameaça superar a meta oficial de 2%. Com a taxa atual em 1%, o patamar mais elevado desde 1995, o vice-presidente da instituição, Ryozo Himino, alertou que a demora em ajustar a política monetária pode trazer riscos significativos à estabilidade econômica. A pressão inflacionária é agravada pela desvalorização do iene e pelo encarecimento das importações, levando analistas a projetarem uma inflação núcleo de até 3,5% no primeiro semestre do próximo ano. Para mitigar os efeitos imediatos sobre a população, o governo japonês tem utilizado subsídios de energia, buscando conter o impacto da volatilidade nos preços do petróleo em um cenário global marcado por incertezas geopolíticas e decisões divergentes entre os principais bancos centrais do mundo.
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