Desafios institucionais e restrições cambiais adiam a entrada da Argentina no índice MSCI, mantendo cautela entre investidores e analistas.
A Argentina deve permanecer fora do índice de mercados emergentes da MSCI no curto prazo, com projeções indicando que uma possível inclusão só ocorra em 2028. Segundo o Morgan Stanley, a decisão reflete preocupações persistentes com a estabilidade do arcabouço institucional e o histórico de intervenções governamentais no país. Embora o governo tenha implementado medidas como a flexibilização cambial e a facilitação da repatriação de dividendos, a MSCI ainda exige avanços significativos na conversibilidade total de capital para elevar o status do mercado argentino. Diante desse cenário, o Bradesco BBI mantém uma postura cautelosa, com recomendação 'underweight' para os ativos locais. A análise sugere que os preços atuais já precificam um cenário de otimismo que ignora os desafios estruturais ainda pendentes para a plena integração do país aos mercados globais.
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