Ações de petroleiras brasileiras recuam após queda do preço do petróleo
Papéis de petroleiras caíram até 9% na semana pressionados pela desvalorização do Brent e incertezas geopolíticas no Oriente Médio.
Pontos principais
- Ações de Petrobras, PRIO, Brava e PetroRecôncavo registraram quedas semanais entre 5% e 9%.
- O petróleo Brent acumula duas semanas de baixa, influenciado pelo cessar-fogo no Líbano e negociações entre EUA e Irã.
- O Goldman Sachs revisou para baixo suas projeções de preço para o barril de petróleo.
- Analistas da XP e JPMorgan mantêm recomendação de compra, destacando fundamentos sólidos e geração de caixa.
As ações das principais petroleiras brasileiras, incluindo Petrobras, PRIO, Brava e PetroRecôncavo, encerraram a semana com desvalorizações entre 5% e 9%. O movimento reflete a queda nos preços internacionais do petróleo Brent, que acumula duas semanas de baixa. O mercado reagiu ao cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, além de monitorar de perto as negociações diplomáticas entre Washington e Teerã. O cenário foi agravado por uma revisão para baixo nas projeções do Goldman Sachs, mantendo o setor sob pressão devido à volatilidade geopolítica no Oriente Médio.
Apesar da correção nos preços, analistas de instituições como XP e JPMorgan reiteraram suas recomendações de compra para o setor. A tese de investimento permanece ancorada nos fundamentos sólidos e na capacidade de geração de caixa das companhias, levando o mercado a avaliar se a desvalorização atual representa uma oportunidade de entrada para investidores de longo prazo, mesmo diante das incertezas sobre a estabilidade da oferta global.
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