O presidente Donald Trump anunciou parceria entre Intel e Apple para fabricar chips nos EUA, visando fortalecer a cadeia de suprimentos local e a indústria nacional.
As ações da Intel registraram uma valorização expressiva no pré-mercado após o presidente Donald Trump anunciar, por meio da rede social Truth Social, uma parceria estratégica com a Apple. O acordo estabelece que a fabricante de tecnologia colaborará com a Intel para o design e a produção de chips diretamente nos Estados Unidos. O movimento reforça a política da administração Trump de fortalecer a infraestrutura industrial nacional e reduzir a dependência tecnológica da China, contando com o apoio do governo, que detém 10% da Intel e tem aportado bilhões para expandir a capacidade produtiva da companhia no país. Para a Apple, a medida representa uma oportunidade de diversificar sua cadeia de suprimentos, reduzindo sua dependência da TSMC.
Em declarações adicionais, o presidente Trump destacou a importância histórica da Intel para o setor de tecnologia global e reiterou que a medida é essencial para a repatriação da fabricação de componentes críticos. O chefe do Executivo aproveitou a ocasião para criticar gestões anteriores, acusando-as de terem permitido a transferência da produção de semicondutores para o exterior, o que, segundo ele, comprometeu a soberania tecnológica americana. O anúncio reforça, portanto, a agenda de proteção industrial que tem sido um dos pilares da atual gestão.
Este marco é relevante para a Intel, que busca consolidar sua recuperação no mercado. Com um valuation atual de US$ 608,7 bilhões, a empresa apresenta uma valorização de 464% nos últimos 12 meses, impulsionada pela perspectiva de demanda constante gerada pelo contrato. Apesar da repercussão do anúncio presidencial, tanto a Intel quanto a Apple ainda não confirmaram oficialmente os detalhes técnicos ou financeiros da parceria à imprensa, mantendo o mercado atento a novos desdobramentos sobre a viabilidade e o escopo da colaboração entre as duas gigantes da tecnologia.
UOL - Economia • 18 jun, 07:29
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