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Pauline Hanson defende Austrália monocultural e propõe fechar emissoras

Líder do partido One Nation, Pauline Hanson, critica imigração e promete reformular a mídia pública australiana em discurso no National Press Club.

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Foto: The Guardian World
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17/06 às 01:31 · atualizado 05:02

Pontos principais

  • Pauline Hanson defende a transição da Austrália para uma sociedade monocultural, argumentando que a imigração excessiva comprometeu a identidade nacional.
  • A líder do One Nation prometeu extinguir a emissora SBS e reformular a ABC, incluindo a criação de uma taxa de licenciamento para acesso ao conteúdo público.
  • O discurso no National Press Club incluiu ataques ao multiculturalismo, críticas a políticas climáticas e hostilidade direta contra jornalistas presentes.
  • A retórica de Hanson foi comparada à de Donald Trump, sendo marcada por um protesto contra sua posição sobre salários de trabalhadores de baixa renda.

Em discurso no National Press Club, a líder do partido One Nation, Pauline Hanson, defendeu a adoção de uma identidade monocultural na Austrália, alegando que a imigração comprometeu a coesão social. A parlamentar atacou pautas progressistas, direitos de pessoas transgênero e a influência do Islã, além de classificar as mudanças climáticas como uma farsa. Sua agenda para a mídia inclui a extinção da emissora SBS e a cobrança de taxas para acesso à rede ABC, medidas que, somadas à sua retórica agressiva contra jornalistas, geraram comparações com o estilo político de Donald Trump. O evento foi pontuado por tensões, incluindo uma interrupção causada por um protesto contra a posição de Hanson sobre o aumento de salários para trabalhadores de baixa renda, evidenciando a polarização em torno de sua plataforma nacionalista conservadora para as próximas eleições.

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