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Mercado financeiro aguarda decisões de juros no Brasil e nos EUA

O Ibovespa opera em alta na Super Quarta, enquanto o dólar testa patamares decisivos diante da expectativa pelas decisões do Copom e do Federal Reserve.

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Foto: InfoMoney
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17/06 às 05:15 · atualizado 12:05

Pontos principais

  • O Ibovespa sobe 0,73%, aos 170.890 pontos, impulsionado pelo vencimento de opções na B3.
  • O Copom deve reduzir a Selic para 14,25% ao ano, mantendo cautela sobre os próximos passos.
  • O Federal Reserve, sob a presidência de Kevin Warsh, deve manter os juros inalterados.
  • O dólar opera em região técnica decisiva, com analistas monitorando um possível suporte abaixo de R$ 5,00.
  • O mercado monitora um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para normalizar o fornecimento de petróleo.
  • Ações do setor bancário operam em alta, enquanto papéis de Vale e Petrobras registram quedas.
  • Analistas revisam para cima as projeções da Selic para o final de 2026 devido à restrição financeira.

O mercado financeiro brasileiro concentra suas atenções nesta quarta-feira, a 'Super Quarta', na divulgação das decisões de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed). A expectativa majoritária aponta para uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa a 14,25% ao ano, enquanto o banco central americano, em sua primeira reunião sob a presidência de Kevin Warsh, deve optar pela manutenção dos juros. No pregão, o Ibovespa opera em alta de 0,73%, aos 170.890 pontos, impulsionado pelo vencimento de opções na B3 e pelo desempenho positivo de papéis do setor bancário e da WEG. Em contrapartida, Vale e Petrobras registram quedas, limitando o avanço do índice.

No mercado de câmbio, o dólar opera em região técnica decisiva frente ao real. Embora a moeda tenha registrado volatilidade, analistas apontam que a perda do suporte em 4.910 pontos poderia consolidar uma tendência de baixa mais acentuada. O diferencial de juros entre Brasil e EUA permanece como o fator central para a atratividade do real, enquanto investidores também monitoram notícias sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para normalizar o fornecimento de petróleo. Esse cenário externo, somado às incertezas fiscais domésticas e aos dados de fluxo estrangeiro, mantém o câmbio sob observação constante.

A sinalização das autoridades monetárias será determinante para o comportamento do fluxo de capital estrangeiro na B3, que segue volátil. Além do cenário macroeconômico, movimentos corporativos específicos, como o acordo da Radar para a venda de parte de seu portfólio agrícola, que impulsionou as ações da Cosan, também têm influenciado a dinâmica de negociação. A pressão inflacionária e a resiliência da economia americana continuam a restringir a flexibilidade do Banco Central, levando analistas a revisarem para cima as projeções da taxa Selic para o final de 2026.

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