O Serviço Nacional de Investigação Criminal de Moçambique é acusado de perseguir opositores políticos através de redes de espionagem e repressão.
Uma investigação internacional, intitulada 'Mozambique Exposed' e coordenada pelo coletivo Forbidden Stories, revelou denúncias graves sobre a atuação do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique. Segundo o levantamento, a instituição estaria operando redes de espionagem voltadas especificamente para monitorar e perseguir críticos do governo e opositores políticos. A atuação do órgão é descrita como um braço de repressão a serviço do partido governista, comprometendo a independência das forças de segurança do país.
O cenário de tensão política em Moçambique tem se agravado desde as eleições contestadas realizadas há 18 meses. Grupos da sociedade civil relatam um aumento sistemático na violência estatal, incluindo denúncias de sequestros e assassinatos extrajudiciais. A relevância dessas revelações reside na exposição de um possível desvio de finalidade das agências de inteligência, que estariam sendo utilizadas para silenciar vozes dissidentes e restringir o espaço democrático no país.
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