Google e UCSD criam datacenter com 2 mil celulares reciclados
Pesquisadores transformam placas-mãe de smartphones Pixel em clusters de computação de baixo carbono para uso acadêmico.
Pontos principais
- O projeto utiliza 2.000 placas-mãe de smartphones Pixel para criar uma infraestrutura de computação em nuvem.
- A iniciativa visa reduzir o impacto ambiental do hardware, reaproveitando componentes que representam 50% do carbono incorporado de um celular.
- Testes indicam que um cluster de 25 a 50 aparelhos equivale ao desempenho de um servidor moderno de dois soquetes.
- O sistema utiliza Kubernetes para orquestrar aplicações em containers, substituindo o Android por uma distribuição Linux de propósito geral.
- Experimentos preliminares com 20 celulares superaram a latência de instâncias da AWS em tarefas de correção de exercícios acadêmicos.
- O datacenter completo tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2026, servindo como banco de provas para a durabilidade de hardware de consumo.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), com o apoio do Google, desenvolveram uma estratégia de 'phone cluster computing' para reaproveitar smartphones descartados. Ao extrair apenas as placas-mãe — componentes que concentram a maior parte das emissões de carbono na fabricação — e remover elementos como baterias e telas, a equipe cria uma plataforma de computação de uso geral capaz de atender a demandas de ensino e pesquisa acadêmica.
A infraestrutura, que deve entrar em operação no segundo semestre de 2026, funcionará como um datacenter de baixo custo e baixo impacto ambiental. Além de oferecer uma alternativa sustentável à compra de servidores novos, o projeto servirá como um ambiente de testes para avaliar a confiabilidade de hardware de consumo sob uso contínuo e intenso, demonstrando que dispositivos aposentados ainda possuem capacidade de processamento competitiva para aplicações em nuvem.
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