Pesquisadores identificaram a bactéria Yersinia pestis em restos mortais na Sibéria, marcando o surto mais antigo já registrado da doença.
Um estudo recente revelou evidências genéticas da bactéria Yersinia pestis em populações de caçadores-coletores na Sibéria, datadas de aproximadamente 5.500 anos atrás. A análise de restos mortais encontrados em cemitérios da Idade da Pedra indica que o surto afetou diversas faixas etárias, incluindo crianças. Esta descoberta altera a compreensão científica sobre a evolução dos patógenos, ao demonstrar que a cepa antiga já possuía características capazes de causar surtos mortais, contradizendo a hipótese de que a peste teria começado como uma doença leve antes de se tornar letal. Segundo os pesquisadores, a transmissão provavelmente ocorreu pelo contato direto com marmotas cruas. O achado amplia o entendimento sobre a cronologia da peste, confirmando que a patologia já representava uma ameaça biológica relevante milênios antes das grandes pandemias documentadas na história moderna.
10 jun, 15:31
9 jun, 20:05
24 mai, 18:32
10 mai, 08:01
17 fev, 13:00
Carregando comentários...