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Governo alemão rejeita oferta de 39 bilhões de euros da UniCredit

O governo alemão bloqueou a tentativa da UniCredit de comprar o Commerzbank, citando preço inadequado e a necessidade de manter a independência do banco.

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Foto: WSJ World
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16/06 às 04:31 · atualizado 13:35

Pontos principais

  • O governo da Alemanha rejeitou a oferta de 39 bilhões de euros da UniCredit, classificando-a como financeiramente desvantajosa e agressiva.
  • Autoridades alemãs defendem a independência do Commerzbank como pilar essencial para o suporte ao setor empresarial nacional.
  • O governo alemão detém cerca de 13% do capital do banco e mantém resistência à consolidação estrangeira de ativos estratégicos.
  • Promotores de Frankfurt iniciaram uma investigação preliminar por suspeita de manipulação de mercado após denúncia do conselho de trabalhadores.
  • A oferta, que avalia as ações em 37,33 euros, teve seu prazo prorrogado por 15 dias a partir de 20 de junho.
  • O governo criticou a postura do UniCredit por não oferecer um prêmio atrativo sobre o valor das ações.

O governo da Alemanha oficializou a rejeição à proposta de 39 bilhões de euros feita pela UniCredit para a compra do Commerzbank, bloqueando tentativas de ampliar a participação acionária do banco italiano. Autoridades alemãs descreveram a investida como agressiva e financeiramente inviável, reforçando que a independência do Commerzbank é vital para o financiamento de empresas de médio porte e para a estabilidade econômica nacional. A decisão evidencia a postura protecionista de Berlim sobre sua infraestrutura financeira, protegendo ativos considerados estratégicos contra consolidações estrangeiras. O governo, que detém cerca de 13% do capital da instituição, reiterou que a oferta não apresenta um prêmio atrativo sobre o valor atual das ações.

Além da resistência política, o cenário tornou-se mais complexo com a abertura de uma investigação preliminar por promotores de Frankfurt, que apuram suspeitas de manipulação de mercado após denúncias do conselho de trabalhadores do Commerzbank. Embora a oferta avalie os papéis em 37,33 euros, a oscilação recente do mercado reduziu a atratividade da proposta. Apesar da negativa oficial, o prazo da oferta foi prorrogado por 15 dias a partir de 20 de junho, mantendo o impasse sobre o futuro da instituição financeira alemã.

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