Expansão de totens de segurança em cidades gera debate sobre eficácia
O mercado de monitoramento urbano cresce no Brasil, mas especialistas questionam a falta de evidências sobre a redução da criminalidade.
Pontos principais
- O setor de segurança eletrônica atingiu faturamento de R$ 16 bilhões em 2025.
- Empresas como CoSecurity e Gabriel integram sistemas privados a programas públicos.
- Não há evidências estatísticas robustas que comprovem a redução de crimes pelo uso de câmeras.
- A ausência de marco regulatório para vigilância biométrica gera incertezas sobre privacidade.
O mercado de totens de segurança e monitoramento urbano vive uma fase de rápida expansão nas grandes cidades brasileiras, movimentando R$ 16 bilhões em 2025. Empresas do setor, como CoSecurity e Gabriel, têm consolidado parcerias para integrar sistemas privados de vigilância a iniciativas governamentais, como o Smart Sampa. Contudo, a proliferação desses dispositivos em calçadas públicas levanta questionamentos significativos sobre a eficácia real dessas ferramentas no combate à criminalidade. Estudos realizados pelo CESeC apontam que, apesar do investimento massivo, não existem evidências estatísticas robustas que comprovem uma redução consistente dos índices de violência. Além da eficácia, o uso de tecnologias de reconhecimento facial em espaços públicos enfrenta resistência devido à ausência de um marco regulatório claro, o que gera incertezas jurídicas sobre a coleta de dados e a privacidade dos cidadãos.
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