Uma pesquisa conjunta revela problemas no sistema Smart Sampa, incluindo falsos positivos, prisões indevidas e riscos à privacidade, enquanto a prefeitura defende sua eficácia.
Uma pesquisa realizada pelo LAPIN, Instituto Peregum e Rede Liberdade aponta sérias falhas no sistema de vigilância Smart Sampa da prefeitura de São Paulo. O estudo revela problemas como falsos positivos, prisões indevidas e riscos à privacidade, levantando questionamentos sobre a eficácia do programa na segurança pública. Entre as inconsistências, destacam-se 23 conduções indevidas por falhas no reconhecimento facial e 82 prisões que resultaram em liberação, além de 540 prisões classificadas como "outros", das quais mais de 90% eram por pensão alimentícia, desvirtuando o foco em segurança.
Os pesquisadores alertam que o Smart Sampa aprofunda desigualdades, com 25% das pessoas presas sendo negras e a concentração das ações em áreas periféricas. Apesar das críticas, a prefeitura de São Paulo defende o sistema, citando uma redução de roubos em 2025 e uma assertividade de 99,5%, além de garantir a validação humana dos alertas. A gestão municipal reporta a prisão de 2.709 foragidos da Justiça, 3.650 prisões em flagrante e a localização de 153 pessoas desaparecidas através do sistema.