Ambipar mantém patrocínio à Ferrari em meio a recuperação judicial
Mesmo com dívidas de R$ 10,5 bilhões e investigações da CVM, a Ambipar segue com sua marca estampada nos carros da escuderia italiana na F1.
Pontos principais
- A Ambipar enfrenta um processo de recuperação judicial no Brasil e proteção sob Chapter 11 nos EUA.
- A empresa acumula passivos de R$ 10,5 bilhões e atrasos na divulgação de três resultados financeiros trimestrais.
- A CVM investiga a companhia por possíveis irregularidades em operações com ações e falta de transparência.
- Credores nos EUA questionam o uso do Chapter 11 como manobra tática sem um plano de reestruturação claro.
- A parceria de sustentabilidade com a Ferrari, iniciada em 2025, permanece ativa na Fórmula 1.
A empresa brasileira Ambipar, que atravessa um processo de recuperação judicial com passivos estimados em R$ 10,5 bilhões, mantém ativa sua parceria de sustentabilidade com a Ferrari na Fórmula 1. A continuidade da exposição da marca nos veículos da escuderia ocorre em um momento de instabilidade corporativa, marcado por atrasos na entrega de resultados financeiros e investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a transparência e as operações com ações da companhia. Nos Estados Unidos, onde a empresa busca proteção sob o Chapter 11, credores têm questionado a estratégia da gestão, alegando que o recurso estaria sendo utilizado apenas como manobra tática para suspender cobranças, sem a apresentação de um plano de reestruturação sólido. A manutenção do patrocínio esportivo contrasta com as dificuldades operacionais e a pressão regulatória que a empresa enfrenta atualmente no mercado.
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