Gestores de destinos turísticos avaliam deixar a lista da Unesco para conter o overtourism e recuperar a autonomia sobre a gestão local.
A Lista de Patrimônio da Humanidade da Unesco, criada para preservar locais de valor universal excepcional, enfrenta um movimento atípico de gestores que buscam a remoção de seus espaços do catálogo. Embora o selo seja historicamente associado ao prestígio e ao aumento do turismo, o crescimento descontrolado de visitantes, conhecido como overtourism, tem gerado impactos negativos significativos, como a deterioração da infraestrutura e a perda da qualidade de vida para os moradores locais. Além do desgaste físico dos sítios, a complexidade em atender às rigorosas normas de conservação da Unesco impõe desafios operacionais e financeiros que, para algumas comunidades, superam os ganhos econômicos. Ao optar pela desvinculação, esses gestores visam recuperar a autonomia na gestão dos espaços, permitindo um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável, focado nas necessidades locais em vez das demandas globais do turismo de massa.
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