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Filho da princesa herdeira da Noruega é condenado por estupro

Marius Borg Høiby recebeu sentença de quatro anos de prisão por estupro e violência doméstica, em caso que gerou intenso escrutínio sobre a família real.

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Foto: NYTimes World
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15/06 às 04:01 · atualizado 12:04

Pontos principais

  • Marius Borg Høiby foi condenado a quatro anos de prisão por dois crimes de estupro e outras 32 infrações penais.
  • O Tribunal Distrital de Oslo proferiu a sentença após um processo de sete semanas conduzido por três juízes.
  • Høiby, de 29 anos, é filho da princesa Mette-Marit e enteado do príncipe herdeiro Haakon.
  • O réu foi absolvido de outras duas acusações de estupro e planeja recorrer da decisão judicial.
  • A promotoria havia solicitado uma pena de sete anos e sete meses de reclusão.
  • O réu, em prisão preventiva desde fevereiro, acompanhou o veredito por videoconferência devido a problemas de saúde.
  • As agressões ocorreram contra ex-parceiras, incluindo episódios na residência oficial do príncipe herdeiro.
  • A sentença inclui uma ordem de restrição de dois anos contra uma das vítimas.
  • O caso ocorre em um momento de desgaste para a monarquia, agravado pelo quadro de saúde da princesa Mette-Marit.

O Tribunal Distrital de Oslo condenou Marius Borg Høiby, de 29 anos, a quatro anos de prisão após considerá-lo culpado por dois crimes de estupro e outras 32 infrações penais, que incluem violência doméstica, maus-tratos, ameaças e delitos de trânsito. O julgamento, conduzido por um painel de três juízes ao longo de sete semanas, analisou um total de 40 acusações. Embora a promotoria tenha solicitado uma pena de sete anos e sete meses, o tribunal fixou a sentença em quatro anos e absolveu o réu de outras duas acusações de estupro. A defesa de Høiby já sinalizou que pretende recorrer da decisão. O réu, que está em prisão preventiva desde fevereiro, acompanhou a leitura do veredito por videoconferência, citando problemas de saúde.

Høiby, filho da princesa herdeira Mette-Marit e enteado do príncipe herdeiro Haakon, não possui título oficial ou deveres públicos, mas o caso atraiu atenção global devido à sua linhagem. As investigações revelaram um histórico de comportamentos abusivos contra ex-companheiras, com episódios de violência física e sexual ocorridos inclusive na residência oficial do príncipe herdeiro. Além da pena de reclusão, o veredito impôs uma ordem de restrição de dois anos contra uma das vítimas, reforçando a aplicação rigorosa da lei norueguesa independentemente da posição familiar do réu.

O desfecho do julgamento colocou a família real sob intenso escrutínio da sociedade norueguesa, gerando um desgaste reputacional significativo para a instituição. A situação é agravada pelo delicado momento pessoal da princesa Mette-Marit, que enfrenta problemas de saúde crônicos e aguarda por um transplante pulmonar. Paralelamente, o período do processo foi marcado por debates públicos que incluíram questionamentos sobre antigas conexões da família com o falecido Jeffrey Epstein, consolidando um cenário de crise para a monarquia norueguesa.

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