Joachim Nagel, do BCE, afirma que a inflação seguirá pressionada mesmo com a reabertura do Estreito de Ormuz devido à demora na oferta de petróleo.
O membro do Banco Central Europeu (BCE), Joachim Nagel, declarou que a inflação na zona do euro não deve apresentar alívio imediato, apesar das perspectivas de reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo o dirigente, a normalização do abastecimento de petróleo é um processo lento que deve levar meses, mantendo a pressão sobre os preços. O cenário econômico permanece desafiador para a autoridade monetária, que mantém todas as opções em aberto para a reunião de julho, incluindo a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros. A preocupação do BCE é agravada pelo fim iminente de subsídios governamentais aos custos de energia, medida que anteriormente ajudou a conter a inflação, como visto na Alemanha, onde descontos nos combustíveis reduziram o índice em 0,4 ponto percentual no mês de maio.
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