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Eleitores suíços rejeitam proposta para limitar população a 10 milhões

A maioria dos eleitores suíços votou contra a iniciativa de limitar a população a 10 milhões, mantendo a política de imigração e a relação com a União Europeia.

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Foto: G1 Mundo
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14/06 às 06:01 · atualizado 15:02

Pontos principais

  • A proposta de limitar a população da Suíça a 10 milhões de habitantes até 2050 foi derrotada em referendo popular.
  • Projeções indicam que cerca de 54% a 55% dos eleitores rejeitaram a medida.
  • A iniciativa foi apresentada pelo partido de direita radical União Democrática do Centro (UDC), também conhecido como Partido do Povo Suíço (SVP).
  • O governo, o Parlamento e as principais entidades patronais e sindicais posicionaram-se contra a medida.
  • A aprovação do texto teria gerado um conflito diplomático direto com a União Europeia devido aos acordos de livre circulação.
  • O número de residentes na Suíça aumentou mais de 25% desde o ano 2000, motivando o debate sobre infraestrutura.
  • Críticos apelidaram a proposta de 'o Brexit suíço' devido ao seu caráter divisivo e impacto nas relações internacionais.
  • A participação eleitoral atingiu 59%, superando a média histórica de referendos no país.
  • O governo suíço planeja continuar debatendo preocupações sobre imigração e habitação de forma alternativa.
  • Em votação separada ocorrida no mesmo dia, os suíços aprovaram o endurecimento das regras para o serviço civil.

Os eleitores suíços rejeitaram, em referendo, a proposta de iniciativa popular que visava limitar a população do país a 10 milhões de habitantes até 2050. Segundo projeções da emissora nacional SRF e do instituto GfS.bern, cerca de 54% a 55% dos votos foram contrários à medida, apresentada pelo partido de direita radical União Democrática do Centro (UDC), também conhecido como Partido do Povo Suíço (SVP). A proposta buscava conter o crescimento demográfico acelerado, que superou 25% desde o ano 2000, visando reduzir a pressão sobre a infraestrutura e os serviços públicos. O governo, o Parlamento e as principais entidades patronais e sindicais posicionaram-se contra a iniciativa, alertando para os riscos de instabilidade econômica e prejuízos ao mercado de trabalho.

A proposta era considerada uma das tentativas mais rigorosas de controle migratório entre nações desenvolvidas e foi apelidada por críticos de 'o Brexit suíço' devido ao seu potencial divisivo. Além do impacto interno, a aprovação da medida teria gerado um conflito diplomático direto com a União Europeia, uma vez que a restrição populacional entraria em choque com os acordos bilaterais vigentes de livre circulação. Opositores da iniciativa destacaram durante a campanha que a medida poderia causar danos severos às relações internacionais do país, um cenário influenciado por tensões comerciais globais anteriores.

O resultado do plebiscito, que contou com uma participação expressiva de 59% do eleitorado, foi recebido com alívio por setores que defendem a estabilidade e a continuidade das políticas que sustentam o mercado de trabalho local. Ao rejeitar o teto populacional, o eleitorado optou por preservar a solidez das relações externas e a integração comercial com o bloco europeu. A rejeição evita uma mudança drástica na política de imigração suíça e mantém o status quo da integração econômica, refletindo uma resistência popular a medidas restritivas rígidas sobre o crescimento populacional.

Embora a proposta tenha sido derrotada, o governo suíço reconheceu a relevância do debate e planeja continuar discutindo preocupações sobre imigração e habitação de forma alternativa. Paralelamente ao referendo sobre a população, os cidadãos suíços participaram de uma votação separada, na qual aprovaram o endurecimento das regras para o serviço civil, marcando um dia de decisões importantes sobre a administração pública e as políticas sociais do país.

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