Investidores ajustam expectativas de juros no Brasil e nos EUA diante de incertezas fiscais e dados econômicos resilientes.
O mercado financeiro global vive um momento de cautela antes da chamada Superquarta, com investidores revisando suas projeções para as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Nos EUA, a resiliência do mercado de trabalho tem levado o mercado a descartar cortes imediatos, com atenções voltadas para a primeira decisão de juros sob a gestão de Kevin Warsh no Federal Reserve. Paralelamente, riscos geopolíticos no Estreito de Ormuz pressionam os preços de energia e a inflação global.
No cenário doméstico, a Selic sofre pressão de alta impulsionada por incertezas fiscais e pelo embate político entre o Executivo e o Congresso. A preocupação central reside em propostas de gastos, conhecidas como pautas-bomba, que possuem potencial para gerar um impacto fiscal de até R$ 2 trilhões. A combinação desses fatores internos e externos define o tom de incerteza que domina as estratégias de investimento para o curto prazo.
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