Aos 91 anos, Margarita Mora mantém viva a tradição da tecelagem artesanal, unindo influências indígenas e espanholas em suas criações.
Na Venezuela, a artesã Margarita Mora, de 91 anos, destaca-se por manter viva a tradição da tecelagem manual em um cenário cada vez mais dominado por máquinas elétricas e pela produção industrial em larga escala. Seu trabalho é caracterizado por uma fusão singular de práticas ancestrais indígenas e influências coloniais espanholas, resultando em peças que, embora baseadas em métodos seculares, apresentam um design surpreendentemente moderno. A persistência de Mora em seu ofício não apenas garante a continuidade de técnicas artesanais que correm o risco de desaparecer, mas também serve como um importante registro da identidade cultural venezuelana. Ao resistir à padronização industrial, a artesã reforça a relevância da preservação do patrimônio imaterial e demonstra como a tradição pode dialogar com a contemporaneidade através da dedicação e do domínio técnico.
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