O governo brasileiro submeteu o acervo sobre a luta abolicionista de Luiz Gama à Unesco para reconhecimento como Patrimônio Documental da Humanidade.
O governo brasileiro oficializou em 2025 a candidatura do acervo documental sobre a trajetória de Luiz Gama ao título de Patrimônio Documental da Humanidade pela Unesco. A iniciativa, denominada 'Presença Negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade', visa preservar a memória do intelectual e rábula que utilizou o sistema jurídico do século XIX para libertar mais de 500 pessoas escravizadas. O conjunto documental, organizado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, contém cartas de alforria e registros essenciais para a história da resistência negra no Brasil. Além de reconhecer o legado de Gama, o projeto busca utilizar novas tecnologias de identificação para dar visibilidade às pessoas libertadas por ele. A expectativa é que a Unesco anuncie o resultado da avaliação sobre a inclusão do acervo no registro internacional até o final de 2027.
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