Pesquisadores defendem integração de florestas ao planejamento urbano
Especialistas propõem o conceito de 'fitópolis' para combater a crise climática por meio da integração entre natureza e cidades.
Pontos principais
- O neurobiólogo Stefano Mancuso sugere cidades com 60% de cobertura vegetal e sem veículos a combustão.
- O arqueólogo Eduardo Góes Neves aponta o urbanismo indígena ancestral na Amazônia como modelo de convivência sustentável.
- O Seminário Internacional Transmutar debateu a necessidade de romper a separação entre ambientes urbanos e ecossistemas.
- O evento, realizado no Inhotim, incorporou conceitos do pensador quilombola Nêgo Bispo sobre a relação com a terra.
Durante o Seminário Internacional Transmutar, realizado no Instituto Inhotim, especialistas discutiram a urgência de transformar centros urbanos em 'fitópolis'. A proposta central é integrar florestas ao planejamento das cidades para enfrentar os desafios da crise climática, superando a dicotomia tradicional entre o ambiente construído e a natureza. O neurobiólogo Stefano Mancuso defendeu metas ambiciosas, como a ocupação de 60% do espaço urbano por vegetação e a eliminação de veículos a combustão, enquanto o arqueólogo Eduardo Góes Neves destacou que o urbanismo indígena ancestral na Amazônia oferece lições valiosas sobre a coexistência equilibrada com o meio ambiente. Ao incorporar conceitos do pensador quilombola Nêgo Bispo, o debate enfatizou que o reconhecimento da inteligência vegetal é fundamental para promover mudanças políticas e sociais necessárias para a sustentabilidade das cidades no século XXI.
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