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Starlink busca licença de telefonia móvel no Brasil

A entrada da Starlink no mercado móvel brasileiro é vista como um desafio estratégico de longo prazo, mas sem risco financeiro imediato para operadoras.

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Foto: InfoMoney
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12/06 às 16:02

Pontos principais

  • A Starlink solicitou licença de SMP à Anatel para operar de forma independente no Brasil usando espectro da EchoStar.
  • Relatório da XP Investimentos indica que a tecnologia via satélite é complementar e não substitui redes urbanas de TIM e Vivo.
  • O principal risco para as operadoras tradicionais é a possível desintermediação comercial via parcerias com fabricantes de smartphones.
  • A tecnologia de conexão direta via satélite (D2C) é considerada mais eficiente em áreas rurais e isoladas com menor demanda de dados.

A Starlink, empresa de satélites de Elon Musk, deu um passo importante para expandir sua atuação no Brasil ao buscar uma licença de Serviço Móvel Pessoal (SMP) junto à Anatel. A operação, que pretende utilizar o espectro da EchoStar, coloca a companhia em um novo patamar de concorrência com operadoras tradicionais como TIM e Vivo. Segundo análise da XP Investimentos, a tecnologia de conexão direta via satélite (D2C) ainda enfrenta gargalos técnicos de capacidade que impedem a substituição das redes urbanas atuais, mantendo o impacto financeiro imediato limitado. A relevância estratégica do movimento reside na possibilidade de desintermediação comercial, caso a Starlink estabeleça parcerias diretas com fabricantes de smartphones. Por enquanto, as operadoras brasileiras mantêm suas estratégias focadas em serviços de alto valor em centros urbanos, tratando a nova tecnologia como um complemento para regiões remotas.

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