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Princesa Bajrakitiyabha da Tailândia morre aos 47 anos

A filha mais velha do rei Maha Vajiralongkorn faleceu após três anos em coma, gerando incertezas sobre a sucessão real e o futuro da monarquia tailandesa.

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Foto: G1 Mundo
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11/06 às 22:00 · atualizado 12/06 às 09:31

Pontos principais

  • O falecimento da princesa aos 47 anos foi confirmado oficialmente pelo Palácio Real da Tailândia.
  • Bajrakitiyabha estava em coma desde dezembro de 2022, após sofrer um colapso cardíaco decorrente de uma infecção.
  • O Bureau of the Royal Household atribuiu o agravamento clínico a uma infecção abdominal severa.
  • A princesa era vista como a figura mais carismática e promissora da família real tailandesa.
  • Com formação em Direito, ela atuou em reformas penais e direitos humanos junto à ONU.
  • A ausência de um herdeiro oficial nomeado pelo rei Vajiralongkorn complica a sucessão.
  • A legislação de lesa-majestade no país proíbe debates públicos sobre a sucessão real.
  • Um período de luto nacional foi decretado em todo o território tailandês após o anúncio.
  • O evento levanta questões críticas sobre a estabilidade e o futuro da instituição monárquica.

O Palácio Real da Tailândia confirmou, na sexta-feira, 12 de junho de 2026, a morte da princesa Bajrakitiyabha Mahidol, aos 47 anos. A monarca, filha mais velha do rei Maha Vajiralongkorn, permanecia hospitalizada sob cuidados intensivos desde dezembro de 2022, quando sofreu uma arritmia cardíaca súbita durante um treinamento de cães. Segundo comunicado oficial, o óbito ocorreu após mais de três anos de internação, sendo a causa do agravamento clínico final uma infecção abdominal severa. Além de sua linhagem real, Bajrakitiyabha era amplamente respeitada por sua trajetória profissional, tendo desempenhado papéis significativos em questões legais, direitos humanos e reformas penais junto à ONU.

A notícia repercute profundamente na Tailândia, dado o papel central da família real na estrutura social e política do país. Considerada a figura mais carismática e preparada da monarquia, a princesa era vista como uma sucessora natural, embora o rei Vajiralongkorn ainda não tenha nomeado um herdeiro oficial. Sua morte encerra um longo período de incertezas sobre sua condição clínica, mas abre um novo e complexo dilema sobre a sucessão monárquica. A ausência de um sucessor claro, somada à importância da figura da princesa para a estabilidade da instituição, coloca em xeque a dinâmica de poder interna da monarquia tailandesa.

O cenário é agravado pelo ambiente político restritivo do país, onde a rígida legislação de lesa-majestade proíbe debates públicos sobre a sucessão real, limitando a discussão sobre o futuro da coroa. Até o momento, o Palácio Real não divulgou detalhes adicionais sobre os protocolos das cerimônias fúnebres. No entanto, o anúncio já deflagrou o início de um período de luto oficial em todo o território tailandês. A confirmação do óbito encerra as especulações que perduraram desde o colapso inicial da monarca, consolidando o fim de uma era de expectativas e forçando a monarquia a enfrentar questões críticas sobre sua continuidade e estabilidade institucional.

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