Novo plano quinquenal da China busca autonomia em grãos, mas analistas preveem que Brasil seguirá como fornecedor estratégico de soja.
O 15º Plano Quinquenal da China, que abrange o período de 2026 a 2030, reforça a estratégia de Pequim para atingir a autossuficiência agrícola, com metas ambiciosas de produção de grãos e desenvolvimento de sementes. Embora o país tenha alcançado sucesso na autossuficiência em milho, reduzindo significativamente suas compras externas, a dependência estrutural em relação à soja brasileira permanece inalterada, com a produção interna chinesa estagnada em 16% da demanda total. Analistas do Santander destacam que o Brasil continua sendo um parceiro estratégico indispensável, beneficiado por vantagens competitivas como o sistema de dupla safra e custos de produção mais eficientes. Diante desse cenário, o mercado financeiro mantém cautela com o setor de proteínas, enquanto identifica oportunidades específicas no agronegócio brasileiro, como a 3tentos, que se posiciona como uma escolha preferencial para investidores diante da dinâmica comercial entre os dois países.
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