A popularidade dos fundos de continuidade no venture capital levanta questões sobre precificação de ativos e possíveis conflitos de interesse.
O mercado de venture capital tem observado um crescimento expressivo no uso de fundos de continuidade, uma estratégia que permite às gestoras reter ativos lucrativos além do prazo de maturação dos fundos originais. Em um ambiente econômico complexo, onde as saídas tradicionais tornaram-se mais raras, essa alternativa oferece uma forma de prolongar a gestão de empresas promissoras. No entanto, a prática tem gerado debates intensos sobre a governança e a transparência do setor. Especialistas questionam se a precificação desses ativos, realizada internamente pelas gestoras, garante um tratamento justo aos investidores originais. O modelo coloca em xeque o equilíbrio de interesses entre os gestores e os investidores limitados (LPs), que precisam decidir entre realizar o lucro imediato ou apostar na valorização futura dentro de um novo veículo, levantando preocupações sobre possíveis conflitos de interesse inerentes à transação.
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