Cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras em maio
O custo da alimentação básica aumentou em todo o país, consumindo mais da metade do salário mínimo líquido dos trabalhadores brasileiros.
Pontos principais
- O preço da cesta básica registrou alta em todas as 27 capitais brasileiras durante o mês de maio.
- O gasto com itens essenciais comprometeu 52,01% do salário mínimo líquido médio.
- São Paulo apresentou a cesta mais cara do país, com custo de R$ 952,20.
- O trabalhador precisou dedicar cerca de 105 horas de trabalho para custear a alimentação básica.
- O Dieese estima que o salário mínimo ideal para atender às necessidades de uma família seria de R$ 7.999,44.
O custo da cesta básica registrou aumento em todas as 27 capitais brasileiras ao longo do mês de maio, pressionado principalmente pela alta nos preços de itens essenciais como batata, tomate, carne e feijão. De acordo com dados do Dieese, o impacto financeiro foi significativo, exigindo que o trabalhador dedicasse, em média, 105 horas e 50 minutos de sua jornada mensal apenas para adquirir os produtos básicos. O comprometimento de 52,01% do salário mínimo líquido evidencia a perda do poder de compra das famílias de baixa renda frente à inflação dos alimentos. A disparidade entre o salário mínimo vigente e o valor calculado pelo Dieese como ideal para suprir as necessidades básicas de uma família, fixado em R$ 7.999,44, reforça o desafio econômico enfrentado pela população brasileira para manter o padrão de consumo essencial.
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