XP recomenda cautela e diversificação para o segundo semestre
A corretora sugere foco em renda fixa e proteção contra inflação diante de incertezas macroeconômicas globais e domésticas.
Pontos principais
- XP prioriza renda fixa em detrimento de ações no cenário global.
- Estrategistas reduziram a duration de títulos externos para dois anos devido à volatilidade dos juros.
- No Brasil, a recomendação é manter prazos mais longos em renda fixa atrelada ao IPCA.
- O cenário internacional é pressionado pelo conflito no Oriente Médio e pelo pacote fiscal do presidente Donald Trump.
A XP divulgou suas perspectivas para o segundo semestre de 2025, recomendando uma postura de cautela e maior seletividade na alocação de ativos. Diante de um cenário de incertezas macroeconômicas, a corretora optou por uma estratégia de portfólio que privilegia a renda fixa em vez de ações no mercado global. A volatilidade dos juros internacionais levou a casa a reduzir a duration de títulos externos para um horizonte de dois anos. Já no mercado doméstico, a recomendação é manter prazos mais longos em títulos atrelados ao IPCA, sob a avaliação de que os riscos locais já estão precificados. A estratégia reflete as tensões geopolíticas no Oriente Médio e os impactos do pacote fiscal implementado pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos, reforçando a necessidade de proteção contra a inflação por meio de títulos públicos brasileiros.
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