Quatro militares foram sentenciados a até três anos de prisão após um ataque premeditado que deixou um ativista cego de um olho na Indonésia.
Um tribunal militar na Indonésia condenou quatro soldados a penas de até três anos de prisão por um ataque premeditado com ácido contra o ativista Andrie Yunus, ocorrido em março. Os réus, que faziam parte da Agência de Inteligência Estratégica (BAIS), foram considerados culpados pela agressão que deixou a vítima cega de um olho. O juiz responsável pelo caso descreveu o comportamento dos militares como arrogante, destacando a gravidade da conduta de membros de uma instituição de inteligência estatal. O episódio gerou forte pressão política e institucional, culminando na renúncia de Yudi Abrimantyo, então chefe da BAIS. A condenação reflete um esforço do sistema judiciário militar em responder a abusos de poder cometidos por agentes do Estado, em um caso que expôs falhas na disciplina e na supervisão das forças de segurança indonésias.
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