Petrobras compra 50% de participação no bloco Itaimbezinho da Equinor
A estatal brasileira formalizou a compra de metade da fatia do bloco Itaimbezinho, na Bacia de Campos, reforçando a parceria estratégica com a Equinor.
Pontos principais
- A Petrobras adquiriu 50% de participação no bloco Itaimbezinho, que pertencia integralmente à Equinor.
- O bloco foi arrematado pela Equinor no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da ANP, em outubro de 2025.
- O consórcio será operado pela Equinor (50%) com a Petrobras como sócia (50%).
- O ativo está em fase exploratória, sem produção comercial de petróleo ou gás.
- A Pré-Sal Petróleo (PPSA) atuará como gestora do contrato de partilha de produção.
- O valor da transação não foi divulgado pelas companhias envolvidas.
- O negócio visa a recomposição de reservas e sinergias com projetos como Raia e Jaspe.
- A conclusão da transação ainda depende da aprovação do Cade e da ANP.
A Petrobras formalizou a compra de 50% de participação no bloco Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Campos. O ativo era detido integralmente pela petroleira norueguesa Equinor desde o leilão realizado em outubro de 2025, durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da ANP. Embora o valor da transação não tenha sido revelado pelas empresas, a operação marca um passo relevante na estratégia da estatal para recompor suas reservas de petróleo e gás. O bloco encontra-se atualmente em fase exploratória, sem produção comercial ativa.
Com a conclusão do negócio, o consórcio será operado pela Equinor, mantendo a Petrobras como sócia em conjunto, sob a gestão de contrato de partilha da Pré-Sal Petróleo (PPSA). A aquisição reforça a colaboração entre as duas companhias, que já possuem parcerias consolidadas em outros projetos estratégicos na região, como os campos de Raia e Jaspe. A proximidade geográfica entre esses ativos permite que a Petrobras busque maximizar sinergias operacionais e ganhe eficiência em áreas de alta produtividade no pré-sal.
Este movimento integra o plano de longo prazo da Petrobras para garantir a sustentabilidade de seu portfólio exploratório. A efetivação da entrada da estatal no bloco Itaimbezinho, contudo, permanece condicionada às aprovações regulatórias habituais. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverão analisar os termos da parceria antes da conclusão definitiva da transferência de participação entre as petroleiras.
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