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OpenAI bane contas chinesas que usavam IA para desinformação nos EUA

A OpenAI removeu contas ligadas à China que utilizavam o ChatGPT para disseminar desinformação sobre tarifas do governo Trump e infraestrutura de IA nos EUA.

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Foto: Axios - Main
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10/06 às 17:31 · atualizado 20:32

Pontos principais

  • A OpenAI identificou e baniu operações de influência chinesas que utilizavam o ChatGPT para redigir conteúdos políticos.
  • As campanhas, ocorridas entre o final de 2025 e o início de 2026, visavam manipular o debate público americano sobre tarifas comerciais e o impacto de data centers.
  • Conteúdos falsos sobre o próprio funcionamento do ChatGPT foram empregados para reforçar as estratégias de influência.
  • O objetivo central das ações era gerar oposição às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
  • A empresa afirmou que as operações tiveram baixo alcance e não alteraram o debate público nos Estados Unidos.
  • Este é o primeiro caso registrado de uso de modelos de IA para interferir especificamente em discussões sobre infraestrutura tecnológica.

A OpenAI anunciou o banimento de contas vinculadas a operações de influência chinesas que utilizavam o ChatGPT para manipular o debate público nos Estados Unidos. As campanhas, identificadas entre o final de 2025 e o início de 2026, foram coordenadas para amplificar divisões internas, focando em tópicos sensíveis como o impacto ambiental e financeiro de data centers de inteligência artificial e as políticas tarifárias do governo de Donald Trump. Segundo informações divulgadas, os atores estrangeiros chegaram a disseminar conteúdos falsos sobre o próprio funcionamento do ChatGPT para reforçar suas estratégias de influência em plataformas digitais e fomentar a oposição às medidas econômicas da administração atual.

Embora a OpenAI tenha classificado as ações como ineficazes, devido ao baixo engajamento obtido, o caso marca um precedente relevante. É a primeira vez que a companhia identifica o uso de seus modelos para interferir diretamente em discussões sobre infraestrutura de IA, evidenciando como atores estatais buscam testar novas tecnologias para moldar a opinião pública americana. A medida faz parte dos esforços contínuos da empresa para mitigar o uso indevido de suas ferramentas em operações de influência estrangeira, reforçando a vigilância sobre a integridade de seus sistemas em contextos políticos e regulatórios.

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